Um ensaio sobre a dor

O que é dor? Outro dia me peguei refletindo sobre ela e olha, eu não conseguir definir, não achei a resposta. Posso dizer que a dor é um alerta ao nosso “eu” de que nosso corpo não está bem e de alguma maneira essa dor precisa ser manifestada, simplesmente colocada para fora.

Eu não sei o que é dor
Mas eu sei que a dor dói 
Eu também sei que a dor não é invencível 
Ela pode passar com um analgésico ou mesmo com alguns beijos e promessas
Mas tem dores que não tem remédio e nem tem hora para ir embora
Nem toda dor pede por cura como nem todo amor pede por um par.

O engraçado é que tem dores que a gente acostuma e até esquece que ela existe
Mas a mente não perdoa
Uma hora dessas a gente fica triste e chora e nem sabe porque foi
A vida nos prega essa peça.

Mas a dor não é algo ruim, nem de longe é, claro que ninguém quer ralar o joelho numa queda ou tropeçar o dedão numa calçada, mas o que seriamos de nós sem a dor?
Para nos avisar que algo não esta bem,
para nos precaver do que ainda não sarou.

Sentir dor talvez não seja saudável
Outro dia o vizinho reclamava que já fazia anos que sentia aquela dor
Depois de tanta insistência ele foi ao médico descobrir o que era
Passou algum tempo os cabelos caíram e ele morreu.

Outrora foi um amigo que morria de amores 
Aflito, ansioso, doloroso, triste e sem animo
O amor não o matou, mas teve que se desfazer
De todas as cartas e palavras
De todo choro e vontades
para dor ir embora
Hoje não sente mais dores e nem amores.

Mas como eu disse a algumas linhas a cima
A dor não é invencível 
Quando não mata transforma 
Só sente dor quem vive.

8 comentários em “Um ensaio sobre a dor

  1. Tema tão vasto Ed, e conforme disse, dificil de definir. A dor física, a dor sentimental, a nossa dor, a dor que sentimos nos outros e muitas vezes podemos compreende-la ou não mediante experiencias comuns ou não. Existe também a dor empatica, em alguns casos. Dor ou não, a vida são ciclos, a dor é um sentimento que como todos os outros, nos vem visitar ou pode permanecer por mais tempo (depende da ligação à dor), mas vai atenuando, passa ou acaba. Isto obviamente é apenas o meu ponto de vista que vale o que vale. 🙂
    Um abraço, espero que essa dor não passe apenas de um ensaio.

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  2. Primeiramente grato pelo comentário, Irina, então você deve ter me entendido porque enquanto eu tava refletindo no mundo das ideias foi tranquilo sabe, mas quando eu fui expor no papel veio esse turbilhão de dores que você citou no comentário, muito vasto. E foi por isso que chamei de ensaio (risos) porque eu também sinto dor. E de maneira alguma foi uma tentativa de resumir a dor, difícil de definir então eu expus com as ferramentas que eu tinha. E claro seu ponto de vista faz sentindo pra mim. feliz por ter você aqui nesse espaço. Abraços!!!

    Curtido por 1 pessoa

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