Véu Atemporal

Aqueles olhos oblíquos de uma cigana
Presa no presente dos vanguardas
Que roubaram as almas
De quem se achava inocente.

Coberta por um véu
Que se escondia das areias do deserto
dos que fugiam dos ventos do norte
Es uma bela miragem para aqueles
Que sentiam sede e fome
E que se alimentavam da sua própria prole.

Em tu morreras as pontes da compaixão
E deu vida aos cegos sem alma
E aos navegantes sem bussolas
Há quem não tem sede e nem fome
E ainda sim,
Habitam nos abismos dos teus véus.

4 comentários em “Véu Atemporal

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