A gente não é só isso

A gente não é só pagar as contas e agradecer porque estamos bem alimentados
A gente não é só esse mamífero bípede do acaso que disseram por aí.
E muito longe de qualquer religião ou crença que busco aqui
A gente não é só isso.

Mas muitas vezes, as coisas se encaixam tão perfeitamente que força a acreditarmos que somos só isso, porém as vezes é muito melhor colocarmos a culpa em algo do que assumimos nossas próprias responsabilidades e dizer a culpa, os desejos, os anseios, e o ato são meus, fazem parte das necessidades intrínsecas da natureza humana.  E não despejarmos nosso destino na palma da mão de uma dualidade maniqueísta que nos coloca na corda bamba o tempo todo e muita das vezes sobra para o (a) terapeuta resolver.

O ser humano criou tantos monstros que alguns insistem em perpetuar, outros foram exterminados pela própria ciência e muitos outros foram esquecidos de acordo com as mudanças e costumes de gerações passadas. Obviamente não deixo de ver a importância da história que foi deixada, até mesmo para entender o quanto tudo isso pertence a nós como indivíduo e longe de mim esgotar algo tão complexo e cheio de desdobramento, que o fato de julgar é o mesmo que se perder nos emaranhados do conhecimento.

Uma certa vez me veio um insight almoçando com algumas pessoas e observei elas comendo com os talheres (garfo e faca) e uma ação tão óbvia e natural de usarmos essas ferramentas para nos alimentarmos sentados, fazendo aquele barulho clássico muito comum nos restaurantes ou em casa.

Porém, dificilmente nos perguntamos de onde e como foi construído aquilo?, tantos os costumes como as ferramentas, simplesmente olhamos, desfrutamos e usamos como se já estivesse existido desde quando os tempos eram tempos, e quem já leu o livro Sapiens – Uma breve história da humanidade, no mínimo imagina a complexidade da caminhada que foi chegar até aqui e a simplicidade ingênua que hoje temos de olhar para um par de talheres em nossas mãos sentados a uma mesa, minimamente mostra o plural que somos.

E tudo bem também não se questionar a cerca de tudo que nos rodeiam, penso que enlouqueceríamos de tantos “porquês”, temos coisas mais importantes a fazer, no entanto, o que me veio de verdade a mente foi sobre a desconstrução das coisas, do que somos, do que herdamos, penso que há muitos pontos cegos e que nos faltam lentes suficientes para perceber todo esse mergulho dentro de nós próprios enquanto indivíduo.

 O quanto de você é você mesmo e o quanto de você é uma dissolução da sociedade?  As vezes a gente comprou uma Idea só porque o outro achou legal, ou mesmo para se sentir parte de um grupo. Mas o que é que tem? É o ser humano sendo humano, mas independentemente do que seja, a gente não é só isso.

6 comentários em “A gente não é só isso

  1. Isso. Necessidade de olhares amplos. Eu coloquei apenas em palco de discussão mesmo pq são assuntos muito profundos que daria um livro tranquilamente se eu fosse buscar mais profundidade. Muito obrigado Irina. Abraços!!!

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      1. Já que você gosta e não a primeiravez nem a segundaque fala isso. Faço questão de falar que hoje mais tarde vou postar a parte 2 do conto de Amália. Espero que goste 😊 Gratidão Filipa. Adoro falar seu nome me soa tão bem ❤🧘💙🎨

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