Teorias Malucas Sobre o Amor parte II (Fim)

“É o amor que nos humaniza e nos civiliza”
Sigmund Freud

Era um pouco mais de meio dia, a luz do sol se encontrava no chão da cozinha enquanto eu estava sentado na mesa esperando aqueles segundos preciosos para a máquina de expresso sinalizar que meu café estava pronto, me passaram dezenas de pensamentos tentando encontrar as várias faces do amor nas minhas teorias e porque a sua liberdade incomoda tanto a quem tenta prendê-lo. Mas uma das primeiras imagens que veio a minha mente, foi que o amor é nascimento e choro, é a dor se transformando em sorriso, a preocupação em calma de uma vida que chega e mais que tudo o seu filho.

As vezes penso que o amor é como um espirito livre que vaga por aí como o vento e divaga sobre nossos corações. Observe um pássaro selvagem que nunca foi pego de boa vontade e de repente pousa em suas mãos, assim talvez seja o amor, nos surpreende e nos deixa cego com a sua beleza e realeza, a gente torce que ele fique, as vezes pomos até gaiola, mas quando menos percebemos, descobrimos que já se transformou, mas ainda bem que não posso dizer a todos, alguns dirão para sempre.

Talvez o amor seja momento, alguns instantes de quando nos sentimos cuidados por uma breve gentileza; uma simples pergunta como está tudo bem? Fora dos elevadores, um pode falar que estou te escutando, um abraço despretensioso daqueles que aconchega alma; um derrapar de olhares enquanto o barulho escapa pela tangente de nossas visões ou mesmo o puro silencio com olhares perdidos de quem ver o infinito do horizonte e o que importa mesmo é a simples presença, mas vai que também muito disso não valha para o outro e quem só sente é a gente como indivíduos esse tal vento livre nos atravessar.

Pensei também no amor como um daqueles rádios antigos, que a gente passa o tempo procurando as estações que tem o menor ruído e ainda somos exigentes de esperar por uma boa música e ai que ficamos ali movendo milímetros para direita e para esquerda e nunca a chegar no equalizador comum, mas ainda bem que o amor nem de longe é mecânico assim, como todo bom ser humano acaba se adaptando a uns ruídos ali e umas boas músicas acolá, nem as melhores estações tocam só as músicas que a gente gostaria.

O amor é um eterno doa-se
É um eterno olhasse
É um eterno achasse
É um eterno aflorasse.

Que muitas vezes encontramos nos jardins e varandas de nossa casa, no prato de quem não sabia o que iria comer naquele dia, no punhado de ração que a gente encontra no chão de algumas esquinas e mesmo na rotina de quem ama o que faz todo dia.

Bom, neste exato momento, comigo, acho que o amor estar no tempo que separei para tomar esse café, não exatamente no café, nem no momento, nem nos pensamentos que cheguei até aqui, nem no cheiro agradável de notas amendoadas de aroma floral, nem eu sei explicar direito, só sei que nesse momento me sinto presente no presente desse vento livre que de vez em quando me atravessa.

18 comentários em “Teorias Malucas Sobre o Amor parte II (Fim)

      1. Oii… então também achei que tinha link…mas não tem…coloca a logo do The Outstanding Blogger award… responde as perguntas,no teu blog,faz as tuas perguntas e indica teus candidatos…sem link🙂

        Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s