Memorias de um horizonte

Salvador – Ba

O Gramado faz uma coceirinha nas costas
Mas a gente se mexi aqui
Da um jeitinho ali
E já se acomoda

Olha lá para cima
E sinta o tempo
Passar em câmera lenta
Faça desenhos com as nuvens
E veja o vento apagar elas
Abusando de nossas memorias
Mesmo dizendo que o passado
Não nos pertence mais

E entre uma nuvem e outra
Observa quem te olha
Quem encostou o rostinho no gramado
Só para te ver no horizonte curvado
E disse que viu um algodão doce
E um cachorrinho nas nuvens
Por uma curiosidade boba
De conhecer teus gostos melhor

Aponta o dedo
Para o caminho que te leva
Em direção aos desenhos que criastes
E perderam as asas apenas para entender
Que sonhos bons
Precisam de amor e chão

Acomoda a alma
Como de quem flutua
Mas não fecha os olhos, não!

Mesmo que o céu
Fique todo pintado de azul
E a brisa do sereno frio
Se apresse

Guarda a ansiedade
No vagão do futuro sem passagens
As vezes ele pode nem chegar.

9 comentários em “Memorias de um horizonte

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