Os sentimentos, a arte e outras coisinhas mais como um novo caminho do meio

A vida as vezes parece coisa nova, que tudo começou ontem e estamos aqui experiênciando o novo, que as escorregadeiras da vida foram feitas para gente mesmo e cada problema é como se fosse uma impressão digital de nosso mundo particular, que o coletivo é o outro lado que talvez nem nos pertençam só porque o meu choro é mais liquido e obliquo que o seu vazio existencial. Mas na verdade esse vazio que vemos do lado de fora de quem equilibra todo o seu corpo numa corda bamba é apenas uma membrana que camufla o abismo que imaginamos que não seja nosso também.

E diante as percepções humanas e suas derivações misturamos realidades com fantasias ou sobrepomos algumas delas em busca de interesses e objetivos que as consequências e os resultados disto está além de qualquer olhar humano. Nem sempre o topo da montanha é essa visão toda como esperávamos e viver as cores e as formas que construíram a base seja melhor. O cheiro e o calor das flores só quem está no meio delas para saber, nada melhor para dizer do que as próprias borboletas e as almas viventes do campo.

Nossas realidades e fantasias talvez estejam na mesma trilha, no mesmo caminho como o paradoxo do gato de Schrödinger, a gente sabe que existe um gato numa caixa lacrada e enquanto não abrimos a caixa que é o ponto de observação não saberemos se o gato está vivo ou morto e essa imprevisibilidade e suas mudanças de estados me leva a crer que não há nada no mundo que possamos imaginar, até mesmo nos mundos oníricos que de alguma forma a gente não possa trazer para superfície, fazer emergir. E esse processo de transformação é pego, é intrinsecamente buscado no abismo que achamos que é individual, mas acaba que não, pois essa fonte é um infinito lago do nosso coletivo, onde nenhuma necessidade humana chega sozinha.

E não estou pondo em xeque nosso espaço particular, nossas peculiaridades e as distancias equidistantes que nos definem e nos transformam em ilhas sentimentais. Mas posso usar a arte como um grande exemplo porque ela é resultado de todo ser que teve a energia e coragem de emergir algo que estava abaixo da superfície e não importa onde foi buscar esse pedaço de quimera camuflado de materialidade, muitas vezes foi doloroso e sem sabor algum, porém para as percepções do lado oposto, pode ser inspirador e grandioso, delicado e sutil, saboroso e confortante e talvez só a arte e algumas pequenas outras coisas infinitas que não esgotam aqui agora que possa ter esse poder de dividir algo que pareça indivisível. O novo talvez sempre foi e será a capacidade de como olhamos o que sempre esteve lá ou que outros deixaram de notar.

8 comentários em “Os sentimentos, a arte e outras coisinhas mais como um novo caminho do meio

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