Reflexões de um vão vazio

Dunas do Jalapão

Penso que cada ser vivo que brota dessa terra independentemente de onde seja suas origens tem seu espaço de fala, tem seu caminho de existência. E digo espaço de fala, mas não estou me referindo somente aos Homo sapiens. Esse espaço que trago aqui é a função instintiva que cada ser vivo tem, é sobre a necessidade frutífera que fez com que chegássemos até aqui. E está muito além somente de enxergar os animais através de suas necessidades fisiológicas como um todo ou como muitas vezes acabamos rotulando as várias faces da natureza em seus vários ambientes.

É inegável que se existe uma constante nesse mundo ela seja a transformação. Em meio a tantas variáveis e constantes questionáveis o que seria de nos sem as mudanças que o tempo nos coloca a experimentar, e para tornar a situação com mais obstáculos, aquele que não se adapta em algum momento vai ser extinguido ou deixado para trás. Mas não estou aqui para criar dogmas ou muito menos princípios, porém para dizer que precisamos trabalhar, necessitamos sair do lugar, é fundamental colocarmos energia em nossa força de vontade. Não me lembro de nada valoroso que não foi feito com muito trabalho e esforço. O que cai do céu é agua, seja lá qual for o seu estado. Com um pouquinho de sorte não chega um meteoro.

Tudo aquilo que queremos de verdade, até as coisas que não vemos, no entanto sentimos como o próprio amor tem que ser trabalhado, temos que despendia nosso precioso tempo e energia para demonstrar que é de verdade, que escolhas exigem renúncias, que a construção de algo saudável leva tempo para verticalizar. Sempre que vejo uma ampulheta em algum lugar que tenho licença para pega-la, eu tenho o habito de colocar a parte da areia para cima e vê-la em movimento é quase que um “tique” ver aqueles grãos de areia passar pelo funil, esvaziando o vão de cima. É uma forma de me dizer também que o tempo está passando, que tudo o que faço ou deixo de fazer é uma escolha, é uma responsabilidade que temos que assumir por mais boba que ela seja.

A natureza que também fazemos parte dela é um bom exemplo a ser observada. A sutileza de suas ações e suas transformações são ótimas fontes de inspirações e exemplos que a vida é movimento. Mas diferente de uma folha que se desprega de sua arvore e o vento sem quinas faz o papel de leva-la sem nortes. Não seja como essa folha, ela não precisa de consciência para cumprir o seu papel. Afinal todos vão ao chão, mas cada um tem o poder de escolher o caminho que deseja fazer.

2 comentários em “Reflexões de um vão vazio

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s