Além das bordas

Sinto o meu coração pulsando no silencio
Onde meus olhos enxergam além do que se ver
Meus pensamentos vão e vem
Como um pendulo buscando o céu
Me deram uma folha de papel em branco
E descobrir que os erros não se apagam
Como um risco qualquer num papel

Mas é assim mesmo a vida real não se apaga
Não se comprime
Ela se arrasta
Deixa marcas
A gente está caindo
E algumas coisas vão ficando no caminho
Outras vão se acumulando
Talvez algumas delas cobrindo nossos olhos
Infligindo nossas leis
Nos causando calafrios mentais

E o outro lado que somos nós mesmos
Está lá
Como uma imagem estampada no espelho
De olhos arregalados
Com as unhas gastas e os braços cansados
Gritando o tempo todo como se quisesse dizer algo
Quem sabe chegue algum som
Mas a distância é tão grande que quando chega
São apenas ecos sem traduções

As caricaturas da alma não são registradas em fotografias
Cartas jogadas fora não tem o mesmo peso das lagrimas que não foram escritas


A vida vai arrebentando
Desprendendo das paredes
Deslizando entre um papel e outro
Entre um oficio e outro
Buscando sustentação
Em asas passageiras
Pomares fora de estação
O bom é rir sem pressa.

4 comentários em “Além das bordas

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