Vivia na típica frenesia da metrópole: o fluxo incessante de pessoas, o trânsito pesado e os prédios arranha-céus que mal deixavam ver as poucas árvores espalhadas. Era setembro de 2010, época em que eu dividia meus dias entre a faculdade e o estágio. Em meio aos barulhos típicos de cidade grande, entre panfletos e o… Continuar lendo Uma tarde de sol frio
Sinfonia Inacabada
Maior cajueiro já visto, também batizado de sinfonia inacabada. Visto de cima, parece um conjunto de várias árvores de cajueiro, onde busquei dar profundidade às fotografias com o apoio do dia ensolarado, flechando as folhas da copa e proporcionando esse efeito de emaranhamento infinito. Mas uma das coisas que mais me chamaram atenção, observando bem,… Continuar lendo Sinfonia Inacabada
As Estrelas Não Têm Medo de Se Molhar
É tudo muito novo.Fica mais um pouco.Eu posso te escutar,aprender a te conhecer,mesmo que ouvindo o silêncio,atravessando os caminhos de casa:no sofá da sala, na pausa do chuveiroenquanto enxágua os cabelos,na geladeira que esquece o que procurava,nas fotografias que fiz de você,sem que pudesse perceber. Saudades do café sem açúcar,do piano que tocava e eu… Continuar lendo As Estrelas Não Têm Medo de Se Molhar
A tua Indiferença
Por favor, não tenha medo da ausência que te cerca, das entrelinhas que passaram por aqui desentendidas, dos olhares sublinhados só porque você resolveu comer um pastel sentada na calçada enquanto os outros corriam. Parece tudo tão indiferente quando você está por perto, com aquele sorriso fotográfico em meio ao silêncio de quem te percebe… Continuar lendo A tua Indiferença
Incompletude
Mãos vazias Passos rasteiros Vida desapegada Amor equidistante Papéis rabiscados. Pulsão de vida Sentimentos irreversíveis Substantividade da libido Ruptura harmônica homeostase social Corpos minguantes. Anseios do belo Semeadora de desejos Erupções vulcânicas Travessia da crisálida Desconforto de ser Descontentamento de continuar. Arquiteto que tece Vida que se desfaz Converge Debanda Foge Ria!
Sobre faces ao vento
Lá estavam duas faces queimadas pelo sol, atravessadas pelas ranhuras do tempo e por rugas expressivas; não sei ao certo se havia um sofrimento encoberto pelos rostos sérios, compenetrados. O primeiro momento parecia estático naquela motocicleta em movimento que cortava a pista sem muito entusiasmo. Aspirava-se um amor sem fome, desejos oblíquos e uma certa… Continuar lendo Sobre faces ao vento
Céu azul esbranquiçado
A passagem da vida tem suas fases, e as memórias deixam rastros ao longo do tempo que não volta mais, mesmo que, porventura, revisitemos aquele lugar por uma temporada ou a eternidade. Não existe saudade tão grande que consiga trazer essas memórias de volta a ponto de revivê-las. Fica apenas um gostinho bom, um gostinho… Continuar lendo Céu azul esbranquiçado
Olhando voce existir
Há dias em que o amor aparece tão vivo que a gente sente até o calor dele. Sabe seu nome, seu endereço. Num suspiro, já sorrimos com os olhos. Mas, muitas vezes, nem queremos voltar para casa. "Fica aí, toma um café, sei lá...", inventamos qualquer coisa, só para continuar olhando você existir.
Tempus Fugit, Memoria Manet
O tempo foge, a memória permanece Lá fora, o tempo corria como quem vê, pela janela, nuvens pesadas de chuva. E, naquela ventania rebelde, ele se apressou: abriu a porta dos fundos e tirou as roupas do varal, enquanto a água do café começava a derramar sobre o fogão. Algo, porém, pela janela, chamou sua… Continuar lendo Tempus Fugit, Memoria Manet
O rio sempre corre para o mar
Eu te observo nos meus sonhos, nas nuvens que pareciam não sair do lugar, nos pensamentos que não pediram licença para entrar, nas pessoas que cruzaram meu caminho e deixaram no ar um perfume semelhante ao teu. Observo-te nas tuas roupas de cores apasteladas das tardes de domingo na praça, no cheiro de churros que… Continuar lendo O rio sempre corre para o mar