Poeira estrelar Bípede pensador Sonoridade orgânica Fantasia consciente Memória mortal Ludicidade efémera Intuição camuflada Amor egoico Sorriso solar Solidão vertical Paredes vividas Cores primarias Tons desbotados Vitoria irreal Sensibilidade adormecida Percepção inconsciente Cicatrizes efémeras Rugas enferrujadas Labirinto solitário.
Sabor de inverno de um domingo a noite
Pétalas caídas não fazem jardins floridosSaudades que voam não cumprem promessasPalavras escritas não substituem prosas saudosasVoltar atrás não cura feridas Era uma tarde chuvosa quando decidir correr na chuvaLavar a alma que estava cansada de não tentarDeixar molhar as cicatrizes das certezasSe afogar nas poças que mal cabiam meus pésDeixar escorrer o que não me… Continuar lendo Sabor de inverno de um domingo a noite
Vida distópica de um sonho real
A música tocava no rádio do carro, e seu corpo bailava junto enquanto ele olhava a pista livre, sorrindo com a perspectiva de voltar para casa. Ninguém registrou, e nem ele lembrava a quantos km/h estava. Uma linda paisagem verde era dividida por uma linha do horizonte que não parecia ter fim. Mas, de repente,… Continuar lendo Vida distópica de um sonho real
Alguns morrem e Outros fazem aniversário
Nos deram uma receita de bolo de uma vida perfeita: nos disseram que seguir o padrão é o caminho certo, que não falar palavrões e ir à igreja aos domingos tornaria a vida melhor, que estudar dez horas por dia e acordar às cinco da manhã é sinônimo de sucesso. Mas a gente descobre, logo… Continuar lendo Alguns morrem e Outros fazem aniversário
Serie fotográfica preto e branco do campo
My self
As curvas da fumaça do café, os cristais de açúcar sobre a toalha da mesa, a luz da lâmpada que eleva os contornos da sombra de uma madrugada que desagua sobre minha cabeça, o silencio tomado pelo tictac do relógio de ponteiro e os fios de meu cabelo sendo procurados pelos meus dedos como alguém… Continuar lendo My self
Os ouvidos que sabiam escutar o caos
As trombetas tocaram em algum lugar do universo e eu aqui na minha pequenina terra escutei sem saber de onde veio. Em meio ao caos do transito, das ruas cheias de pessoas indo e vindo, tropeçando em seu próprio lixo, esperando o sinal abrir para marchar em direção a pista listrada, as janelas sujas e… Continuar lendo Os ouvidos que sabiam escutar o caos
Serie fotográfica Pedras de Igatu
Povoado pertencente ao município de Andaraí, na região da Chapada Diamantina. Igatu, em tupi, significa “rio bom”, mas o local ficou conhecido como a Cidade de Pedra, construída durante o período do garimpo, no século XVIII, quando havia intensa extração de diamantes e outros minérios — atividade realizada, em grande parte, por mãos escravizadas. Estas… Continuar lendo Serie fotográfica Pedras de Igatu
Só a gente sabe
Só a gente sabe o que a gente sente As palavras se esvaziam na superfície que o tempo não dar conta As prosas vão embora que nem o vento sabe a direção e começo O coração desafina e os pés não encontram chão Mas tudo parece tão normal nos teus olhos No jeito que tu… Continuar lendo Só a gente sabe
Relicário de palavras
Palavras inquietas Sustentação sentimental Leveza terrosa Chuva torrencial Silêncio póstumo Amor sazonal Realidade inventada mentiras fantasmas conexão intuitiva Meditação lunar Nuvens vagantes Compaixão humana Luz primordial Pássaros falantes Vida orquestral Choro temporário Finitude superficial.