Poderia traduzir cada fotografia desta em pequenas e grandes mudanças que algumas vi de forma prooposital e outras inerentes a minha pessoa. Eu decidir abraçar a vida do jeitinho que ela é. Só não sei onde tudo isso vai se encontrar.
Dialogando com o tempo
Aparentemente a vida é esse movimento de ver as coisas mudarem de lugar, de algumas outras se transformarem e a gente achar que o tempo passou, que um pedaço desse espaço onde as coisas acontecem, ser o palco de nossas vidas sendo levadas em mares desconhecidos e oportunos de uma superfície áspera como as mãos… Continuar lendo Dialogando com o tempo
Dialogando com o silêncio
Outro dia eu visitei o silêncio, sentado no sofá com algumas coisas espalhadas entre meus olhos e a parede da sala, sobre a mesa tinha um café, algumas folhas em branco e fotografias que de longe aparentava um tom abstrato que não me dizia muita coisa, na verdade era só mais um ruído que me… Continuar lendo Dialogando com o silêncio
Dialogando com a saudade
A saudade é como uma rua estreita que tem cheiro de flores de paredes que escondem almas que já não mentem mais Portas abertas de um pequeno vazio infinito sem nós Caminham vagarosamente os corações preguiçosos Pés arrependidos e mãos friorentas. Os indisponíveis ao tempo de ser tempo e momentos Os que pensaram que os fios brancos eram… Continuar lendo Dialogando com a saudade
Lampejos da alma
Estava aqui pensando nos meus tempos de menino que agora no outono me preocupava em soltar pipas, tirar boas notas e fazer uma vaquinha para no final do ano passar uns dias com a minha avó. Parece que quando a gente é pequeno carregamos outras vestes nos olhos, tudo parece fazer sentido como nos contos… Continuar lendo Lampejos da alma
Reflexões do quarto andar
Observar o mundo acontecendo de maneira verticalizada é como se cada janelinha daquelas fosse uma TV da vida real, e a parte interessante disso tudo é o como as pessoas são tão semelhantes e ao mesmo tempo diferentes quando se nota cada janelinha acesa de um apartamento. Acompanhado de uma brisa e um café de… Continuar lendo Reflexões do quarto andar
A melancolia de um quadro na parede
É tudo tão de repente Um de repente que nos atravessa em todas as palavras nos sentimentos que guardamos só para gente Nas entrelinhas do presente com querências do passado Mas agora parece tudo tão claro e enrijecido Nestas amarras que eu escolhi e outras que a vida me trouxe Já escutei várias vezes que… Continuar lendo A melancolia de um quadro na parede
Flores que caem
A saudade muitas vezes tem cheiro de terra molhada Das chuvas esparsas que se despedem do inverno Assim, como os amores prematuros Existem as flores que caem E não passarão pelo próximo verão. Mas não é de todo mal, se molhar com as águas da chuva Se entregar aos desejos de cada estação Se esvair nas… Continuar lendo Flores que caem
A irreversibilidade do tempo
Ouvir dizer por ai, que quem tem asas tem liberdade, voa até os fins do mundo, conhecer lugares que outros desejam e alguns têm medo, fico imaginando como seria caminhar por aí sem tocar os pés no chão. Era de manhãzinha, dia nublado e um pouquinho de frio, vi uma borboleta perdida se batendo na… Continuar lendo A irreversibilidade do tempo
A dança da vida
Um paladar com sabor de floresUm abajur meia luz amareladoUm piano, cobertor macio e uma janela para ver o frioUm frio que adentra as lacunas dos dispostos Lábios secos, olhos acesos de pés descalçosUm café para não sonharMais uma xícara vazia para os pés não flutuarO dedo que aponta para saudade, o outroQue sente o… Continuar lendo A dança da vida