Ruas que não se falamPontes de algodãoEstrelas que brilhavam no céu dos olhosAstros que flutuavam sobre a doçura dos lábiosAcompanhando a jornada de um viajante Terras lúdicas de cores aquarelaAs fagulhas de um pianista longe do mundoEntre as paredes ouvidos perdidosBuscando notas singularesQuem sabe um dia meus pés apontam o caminho certoE sinta a brisa… Continuar lendo Os poetas que não sabiam escrever
Parcimônia
Muitas vezes a gente fica procurando o porque de coisas inexplicáveisAonde os olhos da gente se perdeu e as conexões se encontraramE é surpreendente e muitas vezes inimaginável o como elas nos acontecem.O como elas nos arrebatam sem nenhum pedido explícito.Mas chega como uma dádiva, um presente que muitas vezes a vida te mostra que… Continuar lendo Parcimônia
A escolha do Castigado
As tuas notas musicais ainda tocam no meu peito como se eu tivesse alguma chance de escuta-la novamente. Uma mistura de saudade e angustia pela perda de algo que vi escapar pelas mãos. Tem coisas que nascem e tem o mesmo tempo que a sombra do deserto, que imita o tempo das flores do sertão,… Continuar lendo A escolha do Castigado
Antes que o vento leve
Tem dias que a gente acorda escutando aquele barulho lá dentro, no interior mais próximo daquilo que somos de verdade, clamando que toquemos nas estrelas, flutuemos sobre os mares mais profundos. Pedindo que desenhemos uma nova estrada no mapa com os nossos próprios pés. Conversando com borboletas no deserto de cores variadas para contar lá… Continuar lendo Antes que o vento leve
Evaporar
Toca na alma com a tua calma e me faz sorrirEspelha teus olhos nos meusE me conta uma coisa boa em silencioDescreve um sonho que a saudade te visitouTraz uma fotografia do diaQue a gente deixou a água do café evaporarAcaricia o pulso de quem quer te ver bemE sinta o calor aveludado dentro de… Continuar lendo Evaporar
Baladas póstumas de Saturno
O que fazer quando as coresNão são mais as mesmas Porque a musica acabou A canção não toca mais como antigamente Debaixo de um cobertor que não aquece a solidão de inverno Não amena o frio que só a alma sente Nem sabe derramar as lagrimas de uma noite mansa Os olhos mergulhados nas fotografias… Continuar lendo Baladas póstumas de Saturno
Amor torto
Hoje eu acordei sem inspiração Querendo escrever algo que me atravessasse Pescar palavras que me traduze-se Que me trouxesse para dentro mim Que eu pudesse desenhar com palavras O que não me coube nas horas passadas Desembaraçar os nós da sacola de frutas como terapia E dizer para minha fome – Calma que eu tenho… Continuar lendo Amor torto
Liquido, Ínfimo e Breve
Eu sou um prato quebrado depois de um jantar ruim Uma vela que mantem a consciência acesa com cheiro de fim A esquina do mundo, onde tem muita gente perdida sem saber onde ir O frio na espinha de quem se negou ser quando mais precisava O pobre moribundo que perdeu a fé por um… Continuar lendo Liquido, Ínfimo e Breve
Reflexo Artificial
Poeira estrelar Bípede pensador Sonoridade orgânica Fantasia consciente Memória mortal Ludicidade efémera Intuição camuflada Amor egoico Sorriso solar Solidão vertical Paredes vividas Cores primarias Tons desbotados Vitoria irreal Sensibilidade adormecida Percepção inconsciente Cicatrizes efémeras Rugas enferrujadas Labirinto solitário.
Sabor de inverno de um domingo a noite
Pétalas caídas não fazem jardins floridosSaudades que voam não cumprem promessasPalavras escritas não substituem prosas saudosasVoltar atrás não cura feridas Era uma tarde chuvosa quando decidir correr na chuvaLavar a alma que estava cansada de não tentarDeixar molhar as cicatrizes das certezasSe afogar nas poças que mal cabiam meus pésDeixar escorrer o que não me… Continuar lendo Sabor de inverno de um domingo a noite