Uma poesia nada poética

Tenho saudades da varanda com pés de rosa Dos vira latas latindo quando a gente batia na porta Das crianças correndo pela rua brincando de esconde – esconde Do vizinho reclamando das boladas no telhado De acordar cedo só porque era feriado junino Hoje não vejo mais graça nisso Os brinquedos perderam a sua alma… Continuar lendo Uma poesia nada poética

Divagando sobre papeis desbotados

Poética estática cores velhas/ Edsilva A leveza dos meus pés vem da minha imaginação Onde tropecei por várias idades Desandei pelos desejos Caminhei por rios que me afogastes E para tudo que eu viaExistia as vias de contramão Mas das cores desbotadas Hoje eu tenho saudades Do café pisado da fazenda Do cheiro de terra… Continuar lendo Divagando sobre papeis desbotados

A Sós

Não cabe a mim te inventar Te desfragmentar Criar Rabiscos de você A música que nós estávamos dançando Hoje só toca em minhas memorias O perfume tem cheiro de roupa suja As flores murcharam, mas as pétalas estão salvas Nos livros que escrevi sobre a gente A bicicleta não vai mais aos bosques A senhora… Continuar lendo A Sós

Quando Chove no Quintal

Flores mortasPele quenteOlhares vivosVestígios de chuvaFrio de montanha Corredeiras coloridas de uma manhã nubladaPensamentos nostálgicos pintados no muro Os pássaros cantam e seu bater de asasSopram ventos de liberdade de quem sente o espirito livre Gotinhas de chuva temperam as manhãs E seu cheiro de terra molhada adentra as moradas De desejos e devaneios de… Continuar lendo Quando Chove no Quintal