
Era noite e eu sair sem a minha lanterna
Meus passos faziam barulho mas desconhecia o caminho
A floresta era densa e silenciosa
Aqui nada dorme e nem descansa
Apenas mudam de estado.
As palavras ecoam e o vazio continua
A gente grita e as pedras não se movem
Os olhos dilatam e a escuridão não se abre
As pisadas eram ansiosas
Mas a chegada era paciente.
Em algum lugar tinha vela e flores
Mas a chama me faltava e o cheiro aguçava
Talvez era floresta pedindo calma
Ou era eu mesmo clamando
Que o sol se encontrasse
Com dias claros.