Caixas são para pôr coisas e não pessoas

Sou eu na foto

Antes de mais nada quero dizer que sou apenas mais um aprendiz de passagem aqui na terra, Mais um ser que compartilha a energia da vida e oxigênio da atmosfera que nos cobre e faz dele o nosso teto e que de qualquer sorte ou conexão sou grato pela existência que nos foi dada e personificada nesta ferramenta que chamamos de humanos, na qual nos propicia tantas experiências que qualquer ser que se atreva a resumir já deixou de lado a sua insignificância perante ao universo pela impossibilidade de contar infinitas substancias elementares e particularidades do que somos e nos transformamos.

Mas diante a nossa pluralidade há aqueles, se não uma boa parte deles, que insistem em colocar as pessoas dentro de uma caixa, onde seu nome e sua raiz já diz quem tu és e talvez por isso muitos se enganem, muitos se compadeçam e outros se decepcionem. A gente leva uma vida inteira para nos conhecer e as vezes numa prosa de cinco minutos já criamos todo tipo de rotulo para colocar no outro só porque talvez ele não goste de arte Sacra, mas no seu spotify toca funk então logo não sabe o que é “arte” ou ela ver duendes no jardim e logo é uma “louca varrida”.

Eu não sei até que ponto a economia e a preguiça de pensamentos e sentimentos pode nos ajudar a ver distante e ir adiante numa terra multicultural e em expansão que somos, eu também não sei a quantidade de lentes que são suficientes para enxergar o mundo melhor, mas meia dúzia de palavras ou mesmo um livro inteiro não define ninguém, a gente pode até apontar uma direção hoje, mas talvez na semana que vem, já não faça o mesmo sentido e tudo bem, assim é a vida.

Uma certa feita uma filosofa brasileira que não lembro o nome agora, pediu a todos da sala que passasse um dia inteiro filtrando seus pensamentos e suas falas e o que não houvesse julgamento que escrevesse e levasse para expor na aula seguinte. Para a surpresa de todos muitos tiveram vergonha de mostrar, outros choraram e a grande maioria não tinha nada escrito. Foi um ensino na pratica de como é difícil passar um dia sem julgar, sem criar alusões ao outro.

Talvez não sejamos os nossos pensamentos, eles simplesmente nos atravessam, mas tudo que é exposto, que é colocado para fora, que é manifestado de alguma forma pela gente, pelo indivíduo, pelo ser, inevitavelmente cria uma representação da gente. Quantos fragmentos do “ seu eu” dentro de você ainda falta conhecer e quantos você já deixou lá atrás?

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