Aqueles olhos oblíquos de uma ciganaPresa no presente dos vanguardasQue roubaram as almasDe quem se achava inocente. Coberta por um véuQue se escondia das areias do desertodos que fugiam dos ventos do norteEs uma bela miragem para aquelesQue sentiam sede e fomeE que se alimentavam da sua própria prole. Em tu morreras as pontes da… Continuar lendo Véu Atemporal
Flor invisível
Algumas o vento leva pra mostrar que as coisas são passageiras.Outras, se o tempo deixar,podem voltar ao seu ciclo natural de vida.Vidas de quem levou e deixou como cinzasde um cigarro que se espalha por ai e ninguém ver.Tirou mais um beijo de um beija florA pintura de um quadro de um coração pintorO respiro… Continuar lendo Flor invisível
Mulheres da terra (Parte II)
Este conto foi criado em homenagem a todas as mães e mulheres que residem nas zonas rurais do nosso Sertanejo Brasileiro. E logo bem cedinho no cantar das galinhas Eloá já estava de pé e sem ajuda de ninguém após a saída de sua mãe, ela misturou todos os ingredientes colocou no forno e chamou… Continuar lendo Mulheres da terra (Parte II)
Mulheres da terra (parte I)
Este conto foi criado em homenagem a todas as mães e mulheres que residem nas zonas rurais do nosso Sertanejo Brasileiro. Helen e Eloá brincavam no quintal fazendo comidinhas com as gramíneas que nasciam nos cantos das paredes, enquanto Helen se preocupava com a beleza dos pratos Eloá fazia sua massa de areia e saia… Continuar lendo Mulheres da terra (parte I)
Quando as folhas secam
A maré parecia estar tirando uma sonecaEnquanto eu observava seus limitesOs limites flexíveis entre o mar e a terraEntre o meu silencio e o silencio delaEntre os olhos que reluziam o sol se pôrE o espelho do mar sem navegantes. Às vezes eu fico pensando se nós estávamos láNos assistindo e o mar era a… Continuar lendo Quando as folhas secam
Espelho Paranoide
Helena sonhava em ter um filho tinha uma carreira promissora como modelo profissional e as vezes aparecia até algumas oportunidades para ser garota propaganda de algumas marcas, mas como não era uma coisa periódica ela trabalhava em uma recepção de academia de musculação. Ela era uma mulher bastante afastada da família devido a acharem que… Continuar lendo Espelho Paranoide
Alguns minutos para o fim do dia
- Parece irônico dizer, mas adoraria sentir o cheiro de livros velhos — se não fosse pela minha alergia. Talvez fosse o melhor espaço da casa para se chegar ao fim da vida.Era assim que eu pensava na minha velhice quando jovem, ainda um menino teimoso. Sentado numa cadeira de balanço numa varanda gramada, lendo… Continuar lendo Alguns minutos para o fim do dia
O admirável mundo de Miguel
Era um dia de chuva e Miguel teve que ficar em casa, tinha acabado de almoçar e estava meio inquieto, mas ao mesmo tempo não sabia o que fazer de tantas coisas tentar. Até que foi para a porta do quintal e lá, em frente, se sentou curvando os seus joelhos para dentro e começou… Continuar lendo O admirável mundo de Miguel
Um retrato de tua varanda
Eu e meus vícios de imaginar vocêNos meus quadros e retratosDe sempre deixar minha câmera em alertaEsperando um sorriso teuQuerendo arrancar aquela menina de dentro de vocêCoberta por aquele vestido preto. E quando você sorriu, me sentir convidadoNão para entrar em tua casaMas para ficar da varanda te admirandoSentindo o cheiro das floresQue tu deixaste… Continuar lendo Um retrato de tua varanda
O despertar de Mika
"Das coisas simples e boas da vida você é uma delas, vida" Eram tempos difíceis, algo assolava o mundo e nossas relações fizeram mais distantes, se eram liquidas se dispersaram como gotas de água nas folhas pôs chuva, ilhadas. Mika não tinha muito o que fazer se não ficar em casa. Tão acostumada com a… Continuar lendo O despertar de Mika