Linhas que não tem pontasQue o final não se encontramQue nos perdemos no caminhoE deixamos coisas e prosas Bagagens sem saudadesAfetos pontuaisO preto e branco de nossas almasA carruagem barulhenta Sigamos sem olhar os caminhos arrependidosAs mãos que não se abriramAs flores que não brotaramOs "nãos" que deixaram os corações mais levesAos finais de tardes… Continuar lendo Linhas, vidas e decisões tortas
A Sós
Não cabe a mim te inventar Te desfragmentar Criar Rabiscos de você A música que nós estávamos dançando Hoje só toca em minhas memorias O perfume tem cheiro de roupa suja As flores murcharam, mas as pétalas estão salvas Nos livros que escrevi sobre a gente A bicicleta não vai mais aos bosques A senhora… Continuar lendo A Sós
Série fotográfica Gestações Oblíquas
O tempo escreve dilacerando as gestaçõesDesbotando reverências de quem se fezA vida seca como uma poça da águaEvaporada pelas longas estradas de desejosPintando o belo de cinzaLembranças de ruínasMortalidade recicladaComo botões soltosBalões que não voamÁrvores sem raízesPisadas no desertoVida sem luz do solSombras sem o calor das cores da vida.
Serie fotográfica coisas e cores desbotadas
Casa Velha
Os rabiscos molhados de outrora Me levaram a um passado liquido Derretido pelos devaneios de menino Coração apressado, mãos pronunciáveis Olhos que apontam para o mesmo lado que os pés descalços O sol estatelado na cabeça envelhecendo o chapéu e minha testa A escola e o campo em lugares opostos e o meu chão aqui… Continuar lendo Casa Velha
Os Visitantes da Noite
Edsilva As luzes se apagam e o silencio chega mais rápido que as pupilas tentando se adaptar a escuridão. E aquela atmosfera criam personagens que até então só haviam nas telas dos cinemas de terror. A mente foge do controle se é que tem algum, e ao menor barulho do vento que assovia atravessando a… Continuar lendo Os Visitantes da Noite
Existire
Bom dia! O espelho te olha Acorda! A vida pede movimento Levanta! O sol já brota Clama! A vida exclama Trabalha! O movimento transforma Chora! Não tenha vergonha Aprecie! A vida vai embora Ame! O tempo é curto Sorria! A alma tem fome Poemese! A vida escuta.
Natureza perene
Quando eu era criança eu imaginava o poema perfeito O poema no qual pudesse fazer com que tocasse todas as pessoas Um poema que as virgulas não fossem para separar elementos Mas para distinguir cada um como um ser próprio Que tem seu espaço aqui dentro e lá fora Imaginava algo tão grandioso como os… Continuar lendo Natureza perene
Reflexões de um vão vazio
Dunas do Jalapão Penso que cada ser vivo que brota dessa terra independentemente de onde seja suas origens tem seu espaço de fala, tem seu caminho de existência. E digo espaço de fala, mas não estou me referindo somente aos Homo sapiens. Esse espaço que trago aqui é a função instintiva que cada ser vivo… Continuar lendo Reflexões de um vão vazio
Instantes Temperamentais
Olhares terrenos Pensamentos serenos Pétalas de outono Flores forasteiras Poeira humana Luz passageira Pisadas felizes Sorriso descontinuo Rio perene Agua continua Nuvens chuvosas Quadros saturados Pinceis sorridentes Terra abundante Horizonte fleumático Sonhos colaterais Desejos oportunosRealizações indivisíveis.