Ela estava ali todos dias me esperandoNa escadaria onde eu tocava violãoViemos de tão longe para nós encontrar nessa cidadeEu, um andarilho a procura de um amor passageiroEla, uma viajante a procura de um amor. A gente nunca se beijouA gente nunca se tocouMas o nosso amorEstava nas notas do violãoNo seu dedilhar e sorrirNo… Continuar lendo Carona
Reflexão de cadeira
Estávamos lá sentados naquele chão de mosaico, cheio de retalhos que se completavam como se fosse um grande quebra – cabeça de cores diferentes. O dia estava claro, mas lá dentro, não muito, as flechas do telhado faziam fagulhas de luz no chão e eu curtia muito observar seu movimento dentro de casa fazendo com… Continuar lendo Reflexão de cadeira
Uma hora a gente vai embora
Outro dia eu estava limpando as gavetas e tropecei meus dedos em uma foto antiga daquelas que a gente volta no tempo e vivi por alguns instantes de forma intensa, sabe quando você esta distraído na praia e a onda te pega e joga na areia, as emoções vieram dessa maneira como um tsunami, a… Continuar lendo Uma hora a gente vai embora
Retalhos de um Ensaio de vida
Uma sexta-feira qualquer Era cedo. Quase não havia ninguém na rua ainda; talvez houvesse mais cachorros do que pessoas naquele momento. Eu estava sentado no calçadão esperando o primeiro ônibus do dia. Sentia um pouquinho de frio, e o sono ainda não tinha ido embora — talvez pela adrenalina da noite, pelas bebidas ou pelos… Continuar lendo Retalhos de um Ensaio de vida
As redes sociais a miopia do amor
Não sei ao certo se as redes sociais realmente mudaram a forma como vemos o amor, mas diante a tantas ferramentas a disposição é muito possível de que em muitos casos as redes sociais transformaram o indivíduo em um pacote onde a embalagem é o que você escolhe ser e o conteúdo é você próprio… Continuar lendo As redes sociais a miopia do amor
O Trem das onze
Já faz um bom tempo que estou na estradaE quando falo estrada aqui é a vida E apesar desse sol e horizonte infinito De coisas repetidas que enxergo daqui Nunca um dia foi igual ao o outro. Minha condução está atrasada e já tem algumas horasEnquanto isso puxo da mochila umas folhas de jornal de outroraQuem sabe o… Continuar lendo O Trem das onze
Um ensaio sobre a dor
O que é dor? Outro dia me peguei refletindo sobre ela e olha, eu não conseguir definir, não achei a resposta. Posso dizer que a dor é um alerta ao nosso "eu" de que nosso corpo não está bem e de alguma maneira essa dor precisa ser manifestada, simplesmente colocada para fora.Eu não sei o que é… Continuar lendo Um ensaio sobre a dor
Coragem de chorar
Luzes tímidas entre as brechas da janela,Apertei os olhos, Contrair as sobrancelhas E como uma forma de evitar Aquela luz do amanhecer Passei a mão no rosto Para arrancar as marcas de sono de mim. Era cinco e meia da manhã quando ela abriu os olhos e veio aquela indecisão de levantar da cama, talvez… Continuar lendo Coragem de chorar
Novo mundo
Hoje eu acordei para ver o novo mundoUm novo mundo velho pintado e repintadoDe molduras velhas e enferrujadasCom tintas que já não impressionam maisE os pinceis tortos como o alheio Hoje eu acordei para ver o novo mundoE descobrir que ele é maior que as minhas janelasQue por sinal, também estão velhas e enferrujadas Um… Continuar lendo Novo mundo
Primavera sem flores
Aquele fogo me aquecia, ele me protegia, era meu socorro, um refúgio quente que esfriava meu coração. Vendo aquelas labaredas se dissiparem e se perderem no caminho das estrelas. Talvez tivessem formas repetitivas, fosse só uma fogueira em um clarão da floresta. Mas naquele fogo eu via muitas coisas como uma cigana que pede para… Continuar lendo Primavera sem flores